Wednesday, February 27, 2008

Anacrônica crônica...



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No calabouço
Da alma se agita
Minha serpente
Góticos desejos
Libertam o espírito
Do medo
Corpo em delírio
Indolor sacrifício
Oferenda viva
Meu sexo pervertido
Faminto por prazeres
Nunca sentidos
No evangelho dos sentidos
A porta do inferno se abre
Rituais obscenos
Na taça da carne
Sangue e saliva
Misturam dor e orgasmo
Exalam odores
Vapores de hormônios
Embalsamando
Os corpos gelados
Exaltam o amor
Além das sombras
Atravessando umbrais
Derramando-se na lama
Pálida e fétida da carne
Enxertam os buracos
Carcomidos
Ressuscitam paixões
Das catacumbas do tempo
E os desejos diabólicos
Propagam -se
Anacrônica crônica
De costumes bizarros
O pentagrama
Já não me protege
Dos demônios
Que me habitam
Sou eu mesma
O meu inferno
Por livre-arbítrio...

(Raiblue)

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