I Eu, um quase tudo Que no seu quase Nado... II Vamos correr perigo A vida é isso Um ultra_leve paraíso Salte comigo! III Se você, sol E eu, lua Nós dois, sós... IV Afaga-me Afogo-me em tuas mãos Há fogo em tuas águas... V Sei que você me olha Mesmo tendo fechado a porta A fechadura é sua aorta VI Você, meio blasé E eu, ex_tinta em sua boca Vinho sem rosé... VII Na batalha final Kamicasemos Míssil mortal! VIII Eu caio Tu, cais Na queda Viro navio E parto em direção Aos teus ais... IX Com você Sou aero (porto) E aero (nave) Sou sempre aéreo Quando pouso Em qualquer parte Do seu corpo X Em minha boca violeta A crisálida vira borboleta Línguas e asas Constroem nossa casa Entre pétalas molhadas Deslizas feito cometa... XI Traga-me uma tela Dalí Adoro abstrato Pois sou fumaça Trago-lhe um (a)maç(ss)o Traga-me o dia inteiro Serei seu fôlego e sua asma Depois lhe trago um Renoir Para você respirar Les fleurs de la nuit... Clair-noir... XII Eu, toda zen Você, todo sêmen Insemânticos Oração ...
Comments
Bem, uma coisa você já sabe: sou sua fã de carteirinha.
Outra coisa, você precisa saber: sua poesia me deixa ensolarada...
Que quase alma, menina! Você é um raiozinho de sol - pra ser raiozinho de sol, tem que ter plenitude. Raiozinho que alumia minha vida.
Cheiros!
To sentindo sua falta no meu blog.
Um beijoooooo
Luciano
Poesia que nos faz pensar em quanto não sabemos de nós mesmos....Boa pra refletir....
Beijos com carinho....